Cirurgia Plástica e Estética

Cirurgia Plástica depois dos 60 anos

Publicado por Thuane Kuchta on 27/set/2017 15:09:10

Há uma série de questões a serem consideradas antes de uma cirurgia plástica, como estilo de vida, saúde física, mental e fatores genéticos. Um outro fator vem recebendo destaque e ainda causa muitas dúvidas.

Descubra neste artigo quais os possíveis riscos e cuidados ao se submeter a procedimentos cirúrgicos na Terceira Idade.

 

Amenizando os sinais do tempo

Diferente do que muitos podem pensar, a cirurgia plástica não é apenas exclusividade dos jovens. Com o aumento da expectativa de vida, cada dia cresce mais o número de pessoas na Terceira Idade que estão ativas e buscam melhora sua aparência.

Na verdade, embora envelhecer seja um processo natural do corpo e que acomete a todos nós, não significa que a vaidade deva ser deixada de lado. Afinal, estamos vivendo em busca da felicidade, da segurança e equilíbrio, não é mesmo? Se algo não nos satisfaz à ponto de interferir na qualidade da nossa vida, é hora de mudar.

 

Flacidez e linhas de expressão

São os aspectos que mais se veem após os 60 anos. E cada vez mais preocupados com o bem-estar e aparência, homens e mulheres se submetem a tratamentos que ajudam a diminuir os sinais do envelhecimento. Entre as técnicas mais procuradas podemos citar as massagens modeladoras, uso de peelings, preenchimentos e tratamentos com laser.

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Mas, será que é possível amber investir na cirurgia plástica?

Claro que sim. Muitas pessoas se deparam com um descompasso entre a sua aparência e seu estado de espírito e mesmo com ajuda de cosméticos e atividades físicas, há sinais naturais do tempo que entregam sua idade e não fazem jus a sua alma jovem.

O que mais importa aqui é a saúde do paciente, para que não haja futuras complicações. Se os exames pré-operatórios apontarem que o indivíduo se encontra habilitado para realizar a cirurgia em questão, então a idade não será impedimento. Muito pelo contrário, é possível ver na cirurgia plástica um álibi na busca por alinhar as partes físicas e mental.

Para aqueles que buscam harmonizar seus traços e recuperar a autoestima, entre as opções mais procuradas nos consultórios podemos citar: Blefaroplastia, Botox, Abdominoplastia, Lifting Facial e Mastopexia.

Podemos inclusive lembrar que em muitos casos, não se trata apenas de motivações estéticas, muitas cirurgias também são reparadoras e funcionais.

A flacidez da pele na pálpebra, por exemplo, pode atrapalhar a visão, gerando uma sombra quando se olha para o lado. No caso das mamas ou do abdome, o excesso de gordura gera assaduras, feridas e desconforto. Também causam dores nas costas que, para um idoso com artrose de coluna, é ainda pior.

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Vamos falar dos riscos?

Como em toda cirurgia plástica, nossa primeira preocupação é a segurança. Há cada vez mais casos de operações estéticas em idosos com uma excelente saúde, enquanto pacientes mais jovens -fumantes e hipertensos- são banidos. Logo, o limite para a realização de procedimentos cirúrgicos não é sua idade cronológica, mas sim suas condições clínicas.

A outra boa notícia é que nos dias atuais, os riscos de uma intervenção cirúrgica em idade avançada são menores do que há alguns anos devido a evolução das técnicas cirúrgicas.

De qualquer forma, a atenção nestes casos deve ser redobrada tanto na hora de escolher um bom profissional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plásticas, quanto na avaliação do risco cirúrgico - que deverá ser minuciosa - a fim de habilitar ou não o paciente a se submeter a cirurgia proposta. A avaliação de um cardiologista, por exemplo, é de extrema importância nessa etapa. Por isso, se você se encontra na Terceira idade, prepare-se para uma investigação criteriosa, onde será não só exigido exames padrão como também outros mais específicos.

 

Cuidados especiais

A associação de dois ou mais procedimentos numa única cirurgia não é recomendada.

Entre as particularidades no paciente da terceira idade, um exemplo que podemos citar é a circulação sanguínea, que se torna mais dificultada. Por isso não se pode realizar grandes retalhos ou descolamentos de pele, já que as recuperações desses tecidos tendem a ficar comprometidos após a cirurgia.

O tempo cirúrgico tem que ser o mais reduzido possível, mantendo o paciente por pouco tempo sob o efeito da anestesia.

Na terceira idade as células também são mais lentas o que faz com que o resultado final demore mais para aparecer, no entanto a cicatriz fica mais fina.

Também é importante o paciente fazer uma avaliação pré-anestésica com o intuito de descobrir se existe alguma alteração que possa comprometer a segurança e a saúde

Vale esclarecer que objetivo é trabalhar dentro das possibilidades clínicas do paciente, com o objetivo de atender às expectativas da pessoa em relação à cirurgia, sem expor a saúde dele a riscos.

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Topics: Cirurgias faciais, Cirurgia plástica, terceira idade, idosos, melhoridade