Cirurgia Plástica e Estética

O cigarro e a cirurgia plástica

Publicado por Thuane Kuchta on 18/set/2017 11:07:00

Que o tabagismo é prejudicial à saúde, isso já sabemos. No entanto, pouco se sabe ou se quantificam os malefícios do hábito no organismo em situações como em uma intervenção cirúrgica. Pois neste caso, os riscos são muito maiores.

Para os fumantes que pretendem realizar uma cirurgia plástica, leia este artigo com atenção.

 

Se preparando para uma cirurgia?

Durante a consulta de avaliação que precederá sua cirurgia, existirão diversas orientações gerais que irão fazer uma grande diferença durante a preparação do seu corpo, de maneira a deixá-lo em condições favoráveis para que ocorra um procedimento tranquilo e uma recuperação livre de complicações.

Fumar estão entre esses alertas. O hábito pode aumentar em até 4x as complicações, tanto no intra quanto no pós-operatório.

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Complicações

Os prejuízos respiratórios causados pelo tabagismo são fáceis de serem compreendidos. Acontece que os malefícios causados pelo hábito vão além e causa também grandes problemas no sistema circulatório.

As substâncias químicas presentes no cigarro, especialmente a nicotina, causam estreitamento dos vasos sanguíneos, aumentando o esforço cardíaco e favorecendo o surgimento de doenças vasculares.

Logo, o paciente tabagista deve saber que ele é mais suscetível ao desenvolvimento de complicações decorrentes da má circulação.

 

Quais?

Entre elas estão doenças de pele, rompimentos de suturas, infecções e necrose (morte das células) do tecido.

 

Sim, sua cicatrização ficará comprometida

É preciso entender que o cigarro afeta a oxigenação do corpo pelo sangue e isto prejudica a distribuição de nutrientes para a regeneração da pele e tecidos.

O cigarro concentra mais de quatro mil substâncias tóxicas que podem interferir na cicatrização das suturas realizadas na cirurgia plástica. O bom funcionamento do sistema circulatório é diretamente proporcional às boas condições da cicatriz e sua evolução com o tempo. Isto porque, sem uma circulação bem feita, a pele deixa de ser irrigada como deve e sua nutrição e respiração são prejudicadas.  O consumo de cigarros compromete esse processo de irrigação.

Sem contar que em um caso como de um procedimento cirúrgico, mais do que nunca os tecidos precisam de oxigênio e dos nutrientes trazidos pelo sangue.

O tabagismo também aumenta o risco de trombose e embolia pulmonar, uma conhecida causa de morte pós-operatória.

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Quando suspender

O cigarro deve ser suspenso no mínimo um mês antes da cirurgia. Nas cirurgias de grandes descolamento da pele, melhor se ao menos 2 meses ou mais, como é o caso da técnica da abdominoplastia, na qual ocorre um grande deslocamento e reposicionamento de pele e, consequentemente atinge em maior grau a vascularização da mesma, que naturalmente já costuma ter uma redução nestes eventos.

 

Envelhecimento precoce

O tabagismo também faz a produção excessiva de radicais livres, o que aumenta a oxidação e leva ao envelhecimento precoce da pele. De nada adianta fazer cirurgias para melhorar a autoestima, deixar o corpo mais harmonioso e bonito, mas estar prejudicando sua pele por causa do fumo, não é verdade?

 

Conclusão

O charme do cigarro na década de 50 retratadas nas telas de cinema da época ficaram para trás.

O paciente que deseja realizar uma cirurgia plástica deve suspender o cigarro para não aumentar consideravelmente seus riscos, que já são inerentes a qualquer operação. Tenha certeza que uma boa recuperação e bons resultados dependem muito disso. Sem contar que quando você parar de fumar, o seu corpo reagirá positivamente de forma quase que instantânea.

E o mais importante: é preciso ser muito verdadeiro com o seu médico e dizer se você está seguindo as recomendações da forma correta ou não. Lembre-se que quem estará colocando a saúde em risco é você mesmo.

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Topics: cigarro, Cirurgia plástica