Cirurgia Plástica e Estética

Riscos da prótese de mama

Publicado por Bianca Luzetti on 29/mai/2017 10:39:36

Com o avanço da tecnologia, as próteses de silicone medicinais são cada vez mais resistentes, tem textura mais similar da mama natural e maior durabilidade, cerca de 15 anos. Mas afinal, o que pode dar errado?

Antes de qualquer cirurgia plástica, o paciente deve passar por uma triagem clinica que inclui exames de sangue, de urina e uma avaliação cardiológica. A cirurgia só será realizada com risco baixo, porém sempre podem haver complicações. Tomando as precauções necessárias, assim como a busca por um médico qualificado e uma clínica de confiança esses riscos são minimizados, mas não devem ser ignorados.

É sempre importante seguir as instruções pré-operatórias, bem como não esconder nenhuma informação sobre hábitos, como tabagismo, alergias, uso de medicamentos, ou drogas.

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A prótese pode romper?

Toda prótese é feita por um invólucro mais resistente, chamado de cápsula, e preenchido por gel de silicone coeso. Por ser coeso, mesmo que a prótese seja rompida, o gel não espalha no corpo.

O rompimento da prótese mamária é muito raro, mas pode ocorrer principalmente em próteses muito antigas. As próteses novas são difíceis de romper, elas tem boa elasticidade e resistência. Porém, o tempo leva a um desgaste e a prótese vai ficando com a cápsula (camada externa) cada vez mais fina, tornando mais provável o rompimento espontâneo ou durante a mamografia. Por isso, não se deve esperar para trocar a prótese por mais de 15 anos.

Infelizmente ainda não existem próteses definitivas, que nunca precisarão ser trocadas. Apesar de ouvirmos alguns dizerem isso, nenhum fabricante, nem a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica confirma isso. Pelo contrário, orientam sempre a troca.

A substituição da prótese é relativamente simples, sem ser muito dolorida, tendo pouco sangramento, visto que pode ser usada a mesma incisão da primeira cirurgia, evitando uma nova cicatriz. Como o lugar da prótese já foi feito na primeira cirurgia, não há distensão e sangramento, visto que já existe uma cicatriz interna madura.

Outro detalhe importante é que os exames realizados após uma cirurgia de mama não previnem nem poupam pacientes de complicações, eles apenas apontam o que já não vai bem. Um ultrassom das mamas ou mamoplastia mostrarão se a prótese está rompida ou se há contratura capsular (espessamento da cicatriz ao redor da prótese), mas não apontarão se a prótese está muito fina e prestes a romper. Por isso a importância de seguir à risca as recomendações médicas.

Contratura Capsular, popularmente conhecida como “rejeição da prótese”

É rara de acontecer, geralmente ocorre quando o paciente sofreu alguma complicação pós-operatória como infecção, hematoma, seroma, ou devido à não troca das próteses em tempo estimado (próteses muito antigas).

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A rejeição em si, não acontece. O organismo sempre produz uma cicatriz chamada de Cápsula ao redor da prótese para seu isolamento, como se o organismo estivesse se protegendo do implante.

Esta cápsula, por inúmeros fatores, pode retrair de tamanho, comprimir a prótese e gerar a contratura capsular, dando um aspecto de mama endurecida e assimétrica em casos mais elevados.

A maior incidência se dá em graus mais leves de incômodo e perda de elasticidade da mama, estas podem ter melhora parcial com tratamentos não invasivos como massagens e medicamentos. No grau conhecido como “4” ocorrido de 3 a 5% dos casos, onde a mama apresenta dor e deformação o tratamento é a troca da prótese, retirda da cápsula e mudança do plano de colocação para abaixo do músculo (onde o risco de contratura é menor).

O diagnóstico da contratura capsular é por meio da observação e palpação das mamas, sendo necessário a realização de exames complementares como mamografia ou ultrassom.

Para diminuírem os riscos, devem ser tomados todos os cuidados pós-operatórios habituais, tais como: não manipular as mamas, evitar esforços, anticoagulantes, tabagismo.

Além dos cuidados pós cirúrgicos, é importante ressaltar que o melhor tratamento de todos é sempre a prevenção, levando em conta a técnica cirúrgica a ser utilizada, de modo que busque um menor trauma ao organismo possível.

Abertura da incisão cirúrgica

É de extrema importância cuidados com a assepsia dos curativos, uso preventivo de antibióticos, assim como uma alimentação balanceada e evitar ao máximo tensões exageradas sobre a cicatriz, com a falta de repouso e excesso de esforço. Mantendo tais cuidados, diminui-se o surgimento de infecção, e a abertura da ferida operatória.

Em casos mais graves, pode ser necessário a retirada das próteses, e um tratamento com antibióticos. Depois que a infecção for curada, as próteses poderão ser recolocadas.

A tensão na cicatriz também pode levar à abertura dos pontos. Portanto, deve-se evitar levantar os braços e dirigir por 21 dias, não deitas sobre as mamas e fazer exercícios para os braços e peitorais por menos 45 dias.

Alteração na sensibilidade

Isso se deve à lesão de pequenos nervos durante a cirurgia, quando é aberto um espaço para colocação da prótese. Na maioria dos casos essa condição tende a se normalizar.

Quando duradoura, é bastante rara, e se dá mais pelo tamanho da prótese utilizada do que do local da incisão. Quanto maior as próteses, maior a chance de alterações na sensibilidade, visto que o espaço para coloca-la será maior, lesando mais nervos.

Sempre haverá riscos.

É preciso ter em mente que qualquer procedimento cirúrgico apresenta riscos e possíveis complicações, como hemorragias, necroses, problemas com anestesia, reações alérgicas ou rejeições.

O melhor a fazer é optar por um especialista credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) que te dará todo suporte e orientações precisas, e que opere em ambiente hospitalar, fazendo uso de implantes de procedência conhecida.

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Sempre pesquise e reflita, para tomar uma decisão consciente e com total segurança.

 

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